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História do Município de Onda Verde

 

ORIGEM
A história de Onda Verde começa com o povoado dos Castores. Essa história dá-se no início do século passado sem data definida. Nessa época foi encontrada a imagem do Santo (Senhor Bom Jesus) por moradores. Para homenagear os primeiros proprietários dessa região, que tinham como sobrenome CASTOR, denominou-se Senhor Bom Jesus dos Castores. O senhor Thomé, homem religioso e de boa fé, era acostumado rezar todas as noites para os santos e fazer seus pedidos. Começou a ter visões: uma luz muito bonita que subia e descia aos pés da imagem do Senhor Bom Jesus dos Castores.

A CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA IGREJA (OS CASTORES)
O senhor Thomé entendeu que, com esta visão, o santo pedia uma Igreja. Reuniu-se então com sua família e doou um alqueire de terras para fazer a igreja. Com a ajuda dos vizinhos conseguiu derrubar a mata e construir a primeira igreja do Senhor Bom Jesus dos Castores a “Igrejinha de Sapé”. Quando fez a doação, o senhor Thomé fez com a seguinte condição: O terreno estava à disposição de qualquer indivíduo que quisesse ali estabelecer e fazer sua casa para morar, foi assim então que começou o povoado dos Castores.
Mesmo antes da Igrejinha de Sapé, era muito comum a presença de gente ali no local. A região coberta de mata nativa, o cerrado dispunha de grande quantidade de frutas nativas como o marolo de arvores, o jaguatha e principalmente a gariroba.
A abundância do fruto nativo da gariroba atraía um número considerado de colonos, principalmente na época do fruto. Com a Igrejinha, passaram a frequentar por um motivo a mais.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Doado, então, o terreno para fazer a igreja e para quem quisesse fazer uma casa para morar, vieram às primeiras famílias: Miguel Mariane, Bardo Martins e família da Dona Laudilina, José Gonsales, Alfredo Bueno, Joaquim Castor, Tubia Macário e Zé Modesto.
Também vieram as três vendas de secos e molhados, cujos proprietários eram: Pedro Turco, José Turco e a venda dos Indianos, onde vendiam se mantimentos e roupas que abasteciam as colônias. Nem todos estes moradores mencionados moravam no pátio dos Castores, alguns eram pequenos sitiantes ou donos de chácaras. Estes turcos, bem antes do povoado dos Castores já comercializavam na região.
O povoado dos Castores, o único ponto de comércio da região, veio fazer parte da vida social, econômica e religiosa da colônia. Nessa época na Fazenda do senhor Isidoro Coimbra, assentava-se uma grande porcentagem de colonos, época em que o fluxo do algodão nascia na região.

FUNDAÇÃO DO NOVO POVOADO
Em 1920 o coronel João Ismael sabendo da notícia que passaria, pelas nossas terras, a Estrada de Ferro, fez doação de vários terrenos, nos quais se construiriam, posteriormente, as repartições necessárias para a formação de um novo povoado: a igreja, a cadeia, a estação ferroviária etc. Em 1921 chegaram às primeiras famílias japonesas: Tadaiti Kishi, Moragú Anzai, Naode Anzai, Toranoski Kano, Kit Siyhihara, Takaiti Saschara, Alfredo Kano, Hioschi Cano. Assim, em 1923 o denominado Povoado de ONDA VERDE foi fundado. Ainda no ano de 1923, criou-se a Escola Mista do Bairro dos Castores, a primeira escola do município, sendo a primeira professora a senhora Ilda Spaulouse.

A CHEGADA DA FERROVIA
Os engenheiros responsáveis pela construção da nova ferrovia chegaram em 1927, para fazer o levantamento do terreno e, assim, iniciar os aterros e as construções necessárias para a passagem de ferrovia São Paulo/Goiás, ligando a cidade de Nova Granada a Bebedouro. Inaugurada em 1929, essa ferrovia passou a pertencer à Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Com esperanças de progresso as pessoas residentes no povoado dos Castores – distante apenas 6 KM – mudaram-se para perto da Estrada de Ferro. Nesta época residiam no povoado as famílias: Coronel Neca Medeiros, Coronel Jacinto Honório de Melo, Capitão Joaquim Manoel da Cruz, Izidoro Coimbra, Senhora Maria Manuela Prado, José Silvano, Antônio Batista Jerico, Macário José Andrade, Senhora Albertina Jesuína Lima Píton, família Sabugari, família Maiero, Senhor Leolino Marques da Silva, José Gabriel de Oliveira, Senhora Maria Conceição de Abreu e o Senhor Luís Belarmino.

CRIAÇÃO DO DISTRITO DE PAZ
Em 1929 Onda Verde já contava com quarenta casas. Em 24 de junho de 1933 houve a inauguração da Igreja de São João Batista.
Em 11 de dezembro de 1934 – com a criação do Cartório de Registro Civil – o povoado foi elevado à categoria de Distrito.

REGISTRO DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
Em 1936 foi instalada a rede de luz elétrica na cidade, e em 1937 iniciou-se a construção do prédio da algodoeira, que começou a funcionar em 1938 com o nome de Companhia Brasileira de Frutos (C.B.F.). Esta construção foi feita pelos ingleses da Fazenda São João para a manufatura dos produtos, principalmente o algodão, e funcionou durante o período de 1938 a 1940. Vendida a Anderson Clayton e Cia. Ltda., a construção funcionou até 1959. Neste período funcionavam outras firmas idênticas dentre elas à Importadora e Exportadora Nichimen do Brasil Ltda., que em agosto de 1969 iniciou suas atividades para adaptação das máquinas de beneficiamento. Encerrando suas atividades em dezembro de 1972, arrendou suas instalações a empresa Cooperativa Agropecuária de Campinas – esta continuou no mesmo ramo de atividades, porém funcionou normalmente até 1981.
No ano seguinte voltaram o funcionamento no benefício de algodão com um novo nome: Federação Meridional de Cooperativa Agropecuária Ltda.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Com a ajuda política de José Jorge Cury – Deputado Estadual – o cidadão Ondaverdense, senhor Antônio Borges Sobrinho, encaminhou a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo um pedido de elevação do Distrito de Onda Verde à categoria de Município, o qual foi atendido em 28 de fevereiro de 1964, sendo criado então o Município de Onda Verde. Já a sua instalação deu-se em 1964, com sua sede pertencendo à comarca de Nova Granada.
Em 22 de Março de 1965, foi instalado o Paço Municipal, localizado na Avenida Ismael, nº 110.  

ORIGEM DO NOME
O nome ONDA VERDE originou-se do relevo da região – tinha um terreno ondulado – com o verde natural de sua vegetação, por ser uma grande produtora de algodão. Contudo, a impressão que essa paisagem nos transmitia juntamente com o vento, era de uma imensa Onda no mar Verde.
Gentílico: Ondaverdense.